Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

NOVO ENDEREÇO

Caros amigos,

Como parte de uma série de melhorias previstas para este BLOG em 2008, estamos com um novo endereço:

http://toassistindo.wordpress.com

Já migramos todos os posts e comentários para lá!
Aproveitem e dêem uma passada neste novo endereço.

Um abraço,
Davi Cruz

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

EU SOU A LENDA (I Am Legend)



Davi Cruz - Nota 9,5


Em seu novo projeto, Will Smith interpreta um cientista do exéricito americano, chamado Robert Neville, que tenta salvar a espécie humana da extinção, após um incidente causado pelo vírus Krippin, que acabou dizimando quase toda a população mundial. Os sobreviventes dividiram-se em dois grupos: o primeiro, composto por pessoas infectadas, tornou-se um exército de criaturas famintas (devido aos efeitos do vírus, transformaram-se em mutantes, meio vampiros, meio zumbis) e o segundo grupo, dos imunes ao vírus (algo em torno de 1% da população mundial), passou a ser devorado pelo mostros do primeiro grupo.

Passados três anos do incidente, Neville é, aparentemente, o único dos sobreviventes imunes ao vírus. Ele conseguiu manter-se vivo graças à sua experiência militar aliada a uma série de precauções, como a pontualidade em voltar para casa antes do anoitecer (hora em que os monstros saem para caçar) e o cuidado com que ele apaga seus vestígios (principalmente seus cheiro), jogando desinfetante nas redondezas de sua casa.

Basicamente essa é a história do filme que, descrita assim, pode até parecer meio absurda. Porém um dos méritos do filme é justamente mostrar essa história de uma forma bastante convincente e rica em detalhes. As ações do protagonista são todas bastante sensatas e, rapidamente, conseguimos nos identificar com ele e, principalmente, passamos a nos preocupar com o seu destino.



Assim acompanhamos o cotidiano de Neville, que além de se preocupar com as criaturas, ainda precisa combater outro inimigo: a solidão. Para evitar que ela (juntamente com o medo) acabem o enlouquecendo, Neville se agarra com todas as formças às tarefas rotineiras, que lhe dêem uma falsa sensação de "vida normal". Diariamente ele prepara suas refeições (sempre nos horários certos), vai até a locadora, onde escolhe filmes para assistir e conversa com alguns manequins, assiste ao jornal na televisão (programas gravados). Além disso, realiza pesquisas em busca de uma vacina para o vírus e procura por outros sobreviventes, transmitindo uma mensagem de rádio, ao estilo Danielle Rousseau de LOST.

Sua única compania viva é a cadela Samantha (os animais são parcialmente imunes ao vírus) e é tocante a forma como os dois se relacionam. Ele chega a arriscar a própria vida, ao perceber que Sam está em perigo. Aliás, o cachorro que interpretou Samantha, bem como seu treinador, deveriam ganhar um prêmio especial. Sam é extremanete expressiva e, além disso, suas ações parecem sempre naturais - algo dificil de ocorrer, já que, na grande maiorias das vezes, as ações dos animais são visivelmente "treinadas".



Will Smith está brilhante no papel, lembrando a sua performance em A PROCURA DA FELICIDADE. Me agradou muito a forma com ele demonstra o verdadeiro pânico que sente, ao se aproximar das criaturas. Ao contrário de outros blockbusters, onde o "mocinho" enfrenta os "vilões" com naturalidadee (parecendo estar jogando um videograme), aqui Neville fica quase paralisado pelo medo, suando e tremendo.

Já o visual do filme é simplesmente expetacular. É mostrada uma cidade inteira, abandonada, com carros destruidos por todos os cantos e com vegetação começando a cobrir as ruas. A cena que mostra Neville jogando golfe em cima de um porta-aviões é uma das mais expetaculares que já vi. Primeiro, pelo navio em si, na sua grandiosidade e repleto de aviões. Segundo porque, para completar, ele está ancorado ao lado de uma avenida, com centenas de carros abandonados. Simplesmente não consegui identificar o que era real e o que era digital ali naquela cena.

Falando em digital, minha única decepção no filme foram os zumbis, totalmente criados a partir de animação digital. Comparados com os outros efeitos do filme, eles parecem artificiais demais. Tenho certeza de que atores de carne e osso, devidamente maquiados (como, por exemplo, os Uruk-Hais de SENHOR DOS ANEIS), seriam muito mais assustadores e convincentes.

Enfim, este é um pequeno defeito, dentro de uma obra são bem realizada e inteligente - e que vale a pena assistir mais de uma vez.

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

JERICHO [2X01] – Reconstruction

Davi Cruz - Nota 9,0


Após a forte campanha feita pelos fãs da série, JERICHO está de volta. O agradecimento a estes fãs, além da série em si, é estampado em uma das primeiras cenas deste episódio, que mostra um personagem comendo nozes – os mesmas “nutts” enviadas aos donos do canal, após o cancelamento da série.

Esta nova temporada inicia-se logo após o conflito entre os habitantes de Jericho e os de New Bern – estes liderados pelo marginal Constantino – interrompido pela chegada de tropas do “Novo Governo”. Este conflito resultou na morte de 65 habitantes Jericho, incluindo o pai de Jake, o que faz com que o desejo de vingança cresça a cada dia.

As tropas do governo estão ali para pacificar a região, liderados pelo Major Beck (Esai Morales, quem assistiu ao filme LA BAMBA deve lembrar dele como o irmão desenhista do Richie Valens), um militar extremamente duro e inteligente. Ele logo percebe que Jake é o líder natural dos moradores e procura se aproximar dele, inclusive lhe oferecendo o cargo de Xerife da cidade.



Jake deseja vingar a morte do pai, mas após ser aconselhado por Robert Hawkins e por sua namorada, ele resolve aceitar o cargo e desistir, pelo menos por enquanto, da vingança.

Hawkins desconfia das intenções do novos governantes, já que eles estão culpando a Coréia do Norte e o Irã pelos ataques – e ele sabe que não é esta a verdade, além de saber que o seu ex-chefe Valente, agora faz parte do governo.

Sua esposa Darci consegue emprego com os militares, e recolhe informações para Robert, que se mantém escondido num sítio. Ela é seguida por uma soldado até lá. Este soldado é um antigo conhecido de Hawkins, chamado Chavez, que está infiltrado no exército. Ele e Hawkins, apensar da desconfiança mútua, resolvem trabalhar juntos e investigar o novo governo.

Além destes fatos, os principais do episódio, ainda temos Mimi e Stanley. Ele volta a fazer besteira e assina um contrato, na tentativa de salvar a fazenda, mas que pode leva-lo a falência novamente. Ela consegue cancelar o contrato e ter as dívidas da fazenda perdoadas, além de conseguir um emprego na empresa de advocacia da cidade. Stanley a pede em casamento e ela aceita.



Encerrando o episódio, temos a conversa entre o Major Beck e Jake. O militar avisa que Jake, agora como xerife, precisa se preparar para uma nova batalha, já que em alguns dias o novo presidente passará pela cidade. Agora não entendi... Beck está preocupado com a segurança do presidente ou ele é CONTRA o presidente?

Enfim, um ótimo retorno dessa série que gostamos tanto. Pelo menos mais dois episódios já vazaram pela internet e estão sendo traduzidos. Resta saber quando será a estréia “oficial”.

GOSSIP GIRL [1x11] – Roman Holiday

Davi Cruz - Nota 8,5


Totalmente atrasado, mas bastante motivado para atualizar todos os comentários, estou deixando um breve texto sobre o capítulo de natal de GOSSIP GIRL.

O pai de Blair aparece para passar o natal com a família, porém para a surpresa da garota, ele chega trazendo seu namorado Roman. Ela faz de tudo para prejudica-lo, desde provocar uma queda na pista de patinação, até convidar um ex-namorado dele para a festa.

Sua mãe Eleonor percebe o que a filha está fazendo e abre os olhos do seu ex-marido também. Com uma boa conversa, a situação se resolve e todos passam um natal agradável. Roman, inclusive, consegue arrumar um namorado para Eleonor.



As coisas só não são melhores para Blair porque ela recebe uma mensagem ameaçadora de Chuck, insinuando que talvez ele tenha contato tudo para Nate.

Já no lar dos Humphrey, as coisas estão bem mais movimentadas. Rufus descobre que Alison nunca esqueceu seu amante – e que ainda mantém contato com ele – ao mesmo tempo que percebe que ele, Rufus, nunca esqueceu Lily.

Dan e Serena estão bem. Com a ajuda de Vanessa, Serena consegue promover uma noite de natal inesquecível para Dan, com direito a neve falsa e, até que enfim, a primeira noite de amor deles.



Encerrando o episódio, temos uma seqüência bem clichê, mas que, bem conduzida pelos realizadores da série, até que ficou interessante: Alison diz que vai embora novamente e Rufus liga para Lily, pois quer reaproximar-se dela. Enquanto o telefone de Lily toca, Bart Bass está pedindo ela em casamento – com direito a um enorme anel de diamantes. Lily não sabe se atende o celular ou se aceita o pedido – e a cena se encerra neste momento.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

NEWPORT HARBOR [1X01] - Crush... Interrupted



Davi Cruz - Nota 5,0

Mais um seriado na linha de PALM SPRINGS e THE O.C., NEWPORT HARBOR é um seriado produzido pela MTV, que promete histórias mais "reais" sobre a vida destes adolescentes ricos.

Assisti ao primeiro episódio e confesso que devo parar por aí.
Pode até ser que venha a surgir alguma trama interessante mas, por enquanto, aquele historinha "quem vai ficar com quem" tá muito bobinha.

Os personagens principais são os seguintes:





CHRISSY - a "mocinha" da história, vive sendo monitorada pelos pais, que não lhe dão um segundo de liberdade. A atriz é linda e carismática.





SASHA - a melhor amiga de Chrissy.



GRANT - o festeiro da turma e grande amigo de Clay.



CHASE - o galinha, já namorou quase todas da turma



TAYLER - disputada por Grant e Chase



ALLIE - a loira ricaça, gosta de roubar o namorado das amigas



CLAY - visinho de Chrissy e sua paixão "desde sempre"


O piloto da série se resume a mostrar esses personagens e acompanhar duas festas deles. Diálogos vazios (não queriam parecer reais? pois conseguiram) e todo mundo flertando com todo mundo.

A mocinha Chrissy é interrompida a todo momento pelo mala do seu pai, que não para de ligar.
E essa situação acaba atrapalhando o clima entre ela e seu amado Clay.
Este, acaba sendo consolado por Allie, um clone da Paris Hilton.

E, acreditem, essa é a história do piloto...

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

O SOBREVIVENTE (Rescue Dawn)



Davi Cruz - Nota 9,0


O SOBREVIVENTE é um ótimo filme. Ponto final. Porém, já posso imaginar que muitas das pessoas que vão ao cinema em busca de um filme de ação ao estilo RAMBO ou PEARL HARBOR (pelas cenas de batalha aérea sugeridas) irão acabar se decepcionando. O filme não conta com muitas cenas de ação, tem o ritmo bastante lento e o herói aqui é um personagem frágil (e por isso mesmo, muito real).

O filme, do diretor alemão Werner Herzog, conta a história do piloto Dieter Dangler (Christian Bale), que em sua primeira missão durante a guerra do Vietnã, acaba sendo abatido e captura pelos inimigos – sendo mantido em um precário campo de prisioneiros, onde até mesmo os despreparados guardas passam fome. Ele então precisa dar um jeito de convencer os outros prisioneiros, já bastante abatidos e sem esperança, a escapar do local, antes de serem mortos pelos guardas ou pela fome.



Um dos grandes diferenciais do filme é ele praticamente não se prenda aos motivos da guerra e nem procure mostrar quem está certo ou quem está errado. Todos ali são vítimas – inclusive os guardas vietcongues, que estão separados das suas famílias, com parcos recursos e acabam descontando sua raiva nos prisioneiros.

O próprio Dieter, herói da história, pouco sabe sobre a guerra, estando ali unicamente pelo prazer de voar – seu sonho de infância. Sua única virtude é não se deixar abater, mesmo diante de uma situação cada vez mais apreensiva. É ele quem motiva os outros prisioneiros a não desistirem de lutar e é ele quem bola um plano de fuga.

Outro ponto interessante é o fato do campo de prisioneiros ser o menor dos obstáculos a ser superado. Além de escapar do local e dos guardas, Dieter e seus companheiros precisar estar preparados para sobreviver na floresta – que, como diz um dos personagens, é "a verdadeira prisão" para eles.



O elenco do filme impressiona, tanto pelas atuações como pela assustadora decadência física. Ao final do filme, estão todos magérrimos e com a aparência exausta.

Impressionantes também são as locações utilizadas nas filmagens (impressionantes e assustadoras). Fico imaginando o colossal trabalho que deve ter sido a logística dessa produção, com o deslocamento da equipe para um local tão inóspito.

Para completar, apenas uma ressalva à produção: achei as seqüências finais (não vou contar) um tanto quanto bobinhas e hollywoodianas demais. Porém, o restante do filme compensa – e muito – esse pequeno deslize.

OS SIMPSONS



Davi Cruz - Nota 8,0

Depois de minhas merecidas férias, retorno ao blog postando o comentário sobre o filme dos SIMPSONS – um dos poucos a que assisti durante este período de descanso.

Não sou um fã ardoroso dos SIMPSONS, embora sempre tenha nutrido uma grande simpatia pela série. Por um motivo ou outro, acabei acompanhando, no geral, a poucos episódios – o suficiente para notar uma certa falta de criatividade nos episódios mais recentes, contrastando as primeiras temporadas sensacionais.

Em relação ao filme, fica evidente o esforço dos realizadores em criar um filme divertido, com uma boa quantidade de piadas por minuto e resgatando os principais elementos da série. O resultado é bom, sem ser excepcional. Até porque um filme que precise de 11 roteristas para ser criado não pode ser excepcional.

O humor politicamente incorreto está lá, estampado em cada segundo da história, assim como a crítica mordaz à alienação americana. Porém, como em toda a série de duração muito longa, as características dos personagens acabam tornando-se exageradas demais.

Digo isso porque, em certos momentos, o filme me fez lembrar a finada atração global chamada SAI DE BAIXO. Em especial, a personagem Magda, interpretada pela atriz Marisa Orth. Se no começo da série, ela era uma esposa fogosa e um tanto quanto atrapalhada (o que rendia boas piadas), com o passar dos anos, a personagem acabaria se transformando numa completa débil mental – muito menos divertida. Na minha visão, algo parecido ocorreu com Bart e seu pai Homer. O garoto ficou famoso por ser um pestinha incorrigível, enquanto seu pai era uma caricatura do americano médio e burro. No filme, porém, ambos apresentam um comportamento típico de retardados mentais – o que, para mim, enfraquece bastante a crítica social presente na história.



Fora isso, o filme tem uma história sem grande inspiração, que mostra a cidade de Sprigfield mergulhada (literalmente) na poluição, o que obriga o governo a uma atitude radical: isolar a cidade utilizando uma redoma de vidro.

O grande destaque, para mim, são as cenas envolvendo Lisa e sua mãe, Marge Simpson. Lisa esta sempre preocupada com o meio ambiente (mesmo diante da total repulsa dos outros habitantes da cidade, diante das suas idéias) e sua mãe consegue ser romântica, mesmo convivendo com um marido que prefere a companhia de um porco à dos seus familiares.

Temos boas piadas, sendo que as que mais me agradaram são aquelas que não tratam diretamente da história, e sim da indústria do entretenimento. Os SIMPSONS debocha dos expectadores, pelo fato destes pagarem para assistir no cinema a algo que podem ver em casa, de graça. Além disso, fazem algumas piadas em relação à pirataria e em determinado momento, colocam comerciais da Fox na tela.

Aplausos para a animação, maravilhosa. Apesar da aparência simples, a animação é muito caprichada e bonita – mantendo, com tudo, as características do seriado da televisão.

Talvez tenha faltado apenas alguma cena realmente inesperada – porém isso é muito difícil em uma série já com 18 anos de existência. Ou seja, quem ainda não assistiu, pode ver e se divertir bastante, contanto que não exagere muito na expectativa.